Licor de Aguardente Medronho com Limão Zorra
Licor de Aguardente Medronho com Limão Zorra
Licor de Aguardente Medronho com Limão Zorra
Licor de Aguardente Medronho com Limão Zorra

Licor de Aguardente Medronho com Limão Zorra

Licor de Aguardente de Medronho com limão, produzido no sul de Portugal.

Aguardente de medronho destilada pelo método tradicional – alambique de cobre alimentado a lenha.

Embalagem
10502
Esgotado
7,48 €

 

A linha de espirituosas Zorra encontra na sua natureza a aclamada aguardente de medronho, a qual é apelidada de “pura”. Nasce cristalina esta filha do fogo enquanto borbulham ardentes as bagas de medronho no alambique de cobre alimentado a lenha.

Mãe dos licores pura mel e pura limão, sublimes no palato, onde se decifram sem segredos os sabores apurados dos seus ingredientes.

Conservação Conservar ao alto, abrigada de luz e fonte de calor.

Denominação Licor de Aguardente de Medronho com limão

Informação Adicional Confirmar a informação no rótulo do artigo. Devido a possíveis alterações de embalagens e/ou rótulos, deverá considerar sempre a informação que acompanha o produto que recebe.

Ingredientes Aguardente de Medronho e Limão

Operador Zorra, Lda., Escola Primária da Cova da Zorra, C.P. 4621 | 7630-442 São Luís, Odemira, Portugal

Origem Portugal

Quantidade Líquida 0.100 LT / 0.500 LT

Teor Alcoólico 18% Vol.

1000000105025

Cansados da dinâmica acelerada da vida citadina, deu-se o desejado êxodo. O regresso da família ao meio rural e o contacto com os ofícios mais elementares da vida, estabeleceram novos propósitos. O Alentejo, pelo seu laço familiar, clima e atmosfera singulares, foi o berço escolhido para esse renascimento. 

 

Com a nossa vinda e inerente aproximação aos costumes mundanos da vida social rural, recheados de insuspeito significado e ética, através dos quais são estabelecidos compromissos de honra entre os aldeões, começámos a dar os primeiros passos rumo à integração na Aldeia.

 

Os encontros casuais nos cafés são parte importante desse percurso. Neles, desmitificam-se os mistérios da natureza, conhecem-se a fauna e flora locais, partilham-se os segredos da agricultura, aprende-se a língua dos bichos e é onde, também, se reúnem os críticos de arte, que elegem a melhor água que arde. O certo é que, após o primeiro trago, não há quem lhe fique indiferente.

 

Da curiosidade partimos para a aprendizagem dos vários ciclos da cultura do medronho, todos eles de relevante importância. A Apanha, na qual se lançam, madrugadores, os grupos de gente que procura, embrenhada no mato agreste, a árvore mais promissora. A Fermentação, processo de enorme rigor, que requer do destilador todo o seu conhecimento secular. A Destilação, incontestavelmente o momento mais sublime de todo o ritual, quase religioso, no qual a gente da estila e seus ilustres convidados aguardam com admirável paciência pela filha do fogo – a Aguardente de Medronho. Por último, vem o Consumo desta pinga, que se bebe aos tirinhos num cálice apropriado, entre amigos, geralmente após as refeições, pois dizem os entendidos que é bom para digerir, embora menos bom para dirigir. 

 

Esta menina espirituosa, embaixadora do medronho e do que melhor se faz no Sul de Portugal, foi a grande impulsionadora do projecto que haveria de nascer. Focados no regresso aos antigos ofícios e seus processos artesanais, com a intenção clara de valorizar um produto de grande expressão local, criámos a "Zorra - Casa de Medronho", um negócio familiar, de produção e comércio de produtos derivados do Medronheiro.

 

O projecto nasceu na Cova da Zorra, pequena localidade da freguesia de São Luís, concelho de Odemira, mais precisamente na degradada e quase esquecida Escola Primária. Este edifício histórico, símbolo arquitectónico das políticas de ensino do regime Salazarista, é actualmente a cova que abriga a nossa Zorra. 

Se, por volta dos anos 90, a grande maioria destas escolas foi desactivada devido, em grande parte, à desertificação das localidades provocada pela fuga das populações para os centros urbanos, hoje, podemos afirmar que a nossa foi reactivada pelo movimento inverso. 

 

A localidade veio dar o seu cunho à criação do nome da marca, mas a escolha não se encerra nesta ligação geográfica. Zorra, além de outras coisas, significa "raposa velha". E se "raposa" sugere, em si, alguma matreirice, juntar-lhe "velha" é retirar-lhe todo o direito de presunção da inocência. Em abono da verdade, esta raposa pode ser menos inocente do que se supõe. Conta-se que, em tempos idos, na Cova da Zorra, curiosamente muito perto da Escola, havia uma “casa de outros prazeres”. Diz o dito local, que "onde a honra passou uma vez, só mulheres para lhe bater contaram-se um cento e três". Se outrora houve falta dela, agora a missão é honrar este animal de má fama, pegar nos fragmentos que habitam este Alentejo supostamente marginal, algures entre a história e o mito, e criar uma identidade carismática, que funde tradição e contemporaneidade.

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